A Sociedade Europeia de Medicina Intensiva tem o prazer de recebê-lo para a vida 2014, o 27 º Congresso Anual da Sociedade Europeia de Medicina Intensiva, que será realizada no dia 27 setembro - 1 outubro, 2014.
A ESICM é uma sociedade na vanguarda da pesquisa científica. O slogan, "A Conexão Intensivo" simboliza o compromisso para conectar os membros com a pesquisa, educação, indústria e uns aos outros em todo o mundo.
Este Congresso será um dos maiores encontros de cuidados intensivos, em 2014, com sessões paralelas previstas, acompanhada de mais de 500 palestras, apresentações, debates, mesas redondas, tutoriais e sessões educacionais interativas.
TRABALHOS: http://www.esicm.org/events/annual-congress/abstracts
INSCRIÇÃO: http://www.esicm.org/events/annual-congress/registration
Leia mais em: http://www.esicm.org/events/annual-congress#sthash.a64LHem1.dpuf
www.uems.net#sthash.a64LHem1.dpuf
domingo, 23 de março de 2014
quinta-feira, 20 de março de 2014
quarta-feira, 19 de março de 2014
Lesões traumáticas da Medula Espinhal (LTME)
As
LTME são com frequências agudas e inesperadas, causando danos irreversíveis e
alterando dramaticamente o curso da vida de um indivíduo.
A
Lesão Medular (LM) é uma condição de insuficiência parcial ou total do
funcionamento da medula espinhal, decorrente da interrupção dos tratos nervosos
motor e sensorial desse órgão, podendo levar a alterações nas funções motoras e
déficits sensitivos, superficial e profundo nos segmentos corporais localizados
abaixo do nível da lesão, além de alterações viscerais, autonômicas, disfunções
vasomotoras, esfincterianas, sexuais e tróficas.
As
estatísticas mundiais indicam que de 30 a 40 pessoas a cada 1 milhão de
habitantes são acometidas pela lesão medular, por ano. De acordo com National
Spinal Cord Injury Statistical Center, há aproximadamente 10.000 novos casos
de lesão medular a cada ano nos Estados Unidos. (CEREZETTI, 2012). No Brasil, o rápido e desordenado crescimento
urbano, sobretudo nos grandes centros, bem como o aumento da violência urbana,
contribuíram para o aumento da lesão medular. Esse aumento se deve
principalmente às lesões traumáticas (80%) provocadas por ferimentos com arma
de fogo, acidentes de trânsito, mergulhos e quedas. Dentre as causas não
traumáticas (20%), destacam-se os tumores, doenças infecciosas, vasculares e
degenerativas (CEREZETTI, 2012 apud AACD, 2002).
DIAGNÓSTICO
Avaliação neurológica e Classificação da
lesão:
O exame neurológico deve ser
realizado segundo protocolo da ASIA (American Spinal Injury Association) onde
examinamos a força motora, sensibilidade (28 dermátomos) e reflexos.
A escala ASIA vai classificar a
lesão medular em (Figura 1):
A. Completa:
Nenhuma função motora ou sensitiva preservadas no segmento sacrais inferiores
(S4 e S5);
B. Incompleta
sensitiva: Somente a função sensitiva preservada nos segmentos sacrais
inferiores;
C. Incompleta:
função motora preservada abaixo do nível neurológico, e a maioria dos músculos
chaves tem força inferior a 3;
D. Incompleta:
função motora preservada abaixo do nível neurológico, e a maioria dos músculos
chaves tem força maior ou igual a 3;
E. Função
motora e sensitiva normal.
EXAMES
COMPLEMENTARES:
Para
determinar o nível ósseo de lesão, iniciamos a investigação com radiografia
ântero-posterior e perfil da coluna. Sempre que possível o paciente deve ser
submetido a tomografia computadorizada (Figura 2 e 3) para melhor avaliar e classificar
a lesão óssea. Tal exame é fundamental nas fraturas cervicais altas e nas
fraturas da transição cervicotorácica que geralmente não são bem avaliadas
pelas radiografias simples.
O
exame de Ressonância Magnética (RM) é indicada nos caso em que constatamos
discrepância entre o exame neurológico e os exames de radiografia e
tomografia; nos casos em que o paciente
apresenta déficit progressivo; casos de fratura luxação cervical que não podem
ser tratados inicialmente com halo craniano, ou que não apresentam redução de luxação
cervical com este método e que terão de ser submetidos à redução cirúrgica
desta luxação(neste último caso, a ressonância será importante para a indicação
da via de acesso cirúrgico); e se houver a suspeita de instabilidade ligamentar
da coluna.
![]() |
| Figura 2: Nível da lesão |
![]() |
| Figura 3: Lesão, TC |
TRATAMENTO
DE URGÊNCIA
Todo
paciente politraumatizado é considerado como suspeito de lesão medular. Este
paciente desde o local do acidente deve ser imobilizado com colar cervical, ser
mobilizado em bloco, posicionado em prancha rígida e ser transferido para o
pronto socorro (seguir o ATLS).
Chegando
ao hospital, ele deve ser movimentado em bloco na maca, ou seja rodado
lateralmente (decúbito lateral), mantendo-se a cabeça e a região cervical
apoiadas e protegidas, para o exame da coluna torácica e lombar. É mandatório
neste momento a remoção da prancha rígida, pelo grave risco de formação de
úlceras por pressão. O colar cervical deve ser mantido e preferencialmente
removido por médico ortopedista, neurocirurgião ou traumatologista, com
experiência em lesões da coluna.
No
atendimento inicial, cuidados especiais devem ser tomados quando for necessária
a intubação orotraqueal, que idealmente deve ser realizada com auxílio de
broncoscopia e com a menor movimentação da coluna cervical, principalmente não
realizando a hiperextensão.
Após
os primeiros cuidados e estando o paciente adequadamente ventilado e
hemodinamicamente estável, serão realizados os exames radiográficos da região
supostamente comprometida.
As
fraturas cervicais e as fraturas/luxações cervicais são preferencialmente tratadas
no início com halo craniano. Salientamos que tal prática só pode ser indicada
em paciente consciente, cooperativo e sem fratura de crânio.
Em
casos de fratura sem luxação, deve-se iniciar a tração no halo com 5kg para imobilização
até o tratamento cirúrgico. Já nos casos de fratura-luxação, tenta-se a redução
incruenta da luxação aumentando sucessivamente o peso da tração e monitorando a
frequência cardíaca e respiratória, pressão arterial, nistagmo e nível de
consciência. Monitora-se ainda o status neurológico do paciente e a redução da
luxação através de radiografia em perfil. Quando bem-sucedida a redução,
deve-se retirar o peso sobressalente deixando apenas 5kg e mantendo a tração
até a cirurgia.
Quando a tentativa de redução
falha, o paciente deve ser encaminhado para RM ou opta-se pela via anterior
cervical para remover o disco cervical antes da redução que pode ser realizada
via anterior ou por via combinada (anterior mais posterior).
As
fraturas toracolombares são inicialmente tratadas com repouso no leito e
mudança em bloco de decúbito até o tratamento cirúrgico definitivo.
TRATAMENTO
CIRÚRGICO
Estando
o paciente estável clinicamente, deve-se realizar o tratamento cirúrgico
definitivo das fraturas o mais breve possível.
Nos
casos de fratura cervical indica-se a via de acesso dependendo do tipo de lesão
classificada pelo Sistema AO. Opta-se pela via anterior nos caso de lesão
discal, de falha de tentativa de redução com halo e nos casos do tipo A com
falha de coluna de sustentação anterior. Nestes casos, opta-se pela corpectomia
e/ou discectomia e estabilização com enxerto de ilíaco ou cage
associado a placa cervical.
Opta-se
pela via posterior quando a lesão é predominantemente posterior, como nos casos
de luxação e sempre que não houver lesão discal associada ou quando a redução
com halo craniano foi efetiva. Utiliza-se o método de fixação com parafusos
pediculares ou de massa lateral, preferencialmente. Vias
combinadas são empregadas nas lesões mais graves, geralmente nas do tipo C da AO.
Nos
casos de fratura tóracolombar, emprega-se o método de redução indireta por
ligamento taxia e fixação com parafusos pediculares por via posterior.
Associa-se a descompressão nos casos de fratura da lâmina que eventualmente
apresentem lesões durais que precisem de reparo.
Indica-se
a via anterior nos casos do tipo A com retropulsão de fragmento ósseo para
dentro do canal, na vigência de déficit incompleto, ou nos casos que evoluem
com déficit progressivo mesmo depois da via posterior.
REFERENCIA
CEREZETTI, C.R.N.; NUNES, G.R.; CORDEIRO, D.R.C.L.; TEDESCO, S.. Lesão Medular Traumática e estratégias de enfrentamento: revisão crítica. Rev. O Mundo da Saúde, São Paulo - 2012;36(2):318-326. Disponível em: http://www.saocamilo-sp.br/pdf/mundo_saude/93/art07.pdf. Acessado em: 18 de março de 2014;
Venturini DA, Decésaro NM, Marcon SS. Alterações e expectativas vivenciadas pelos indivíduos com lesão raquimedular e suas famílias. Rev Esc Enferm USP. 2007;41(4):589-96. Disponível em: https://gupea.ub.gu.se/bitstream/2077/684/1/Valtonen%20K%20-%20Ramber%C3%A4ttelse.pdf. Acessado em: 18 de março de 2014.
MERRITT; Tratado de Neurologia.editoria de Lewis p. Rowland. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2007.
MINISTÉRIO DA SAÚDE. Diretrizes de Atenção à Pessoa com Lesão Medular. Brasilia: 2013. Disponível em: http://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/diretrizes_atencao_pessoa_lesao_medular.pdf. Acessado em: 18 de março de 2014.
![]() |
| Por: Ronan Vieira Acadêmico do quarto período de Medicina Membro da LIPANI |
segunda-feira, 17 de março de 2014
Avaliação do Paciente em Estado de Coma
O Estado de Coma representa uma grave manifestação clínica
compreendida como uma condição na qual o indivíduo não demostra conhecimento de
si próprio e do ambiente, caracterizada pela ausência ou extrema diminuição do
nível de alerta comportamental, permanecendo não responsivo aos estímulos
internos e externos, com os olhos fechados, e que decorre de:
a) Lesão anatômica ou funcional
da formação reticular mesencefálica;
b) Disfunção bilateral dos
hemisférios cerebrais;
c) Lesões associadas dessas duas
estruturas;
A avaliação neurológica para o
estado de coma inclui cinco itens:
1-Nível de consciência;
2-Pupilas e fundo de
olho;
3-Ritmo respiratório;
4-Movimentação ocular extrínseca;
5-Padrão de resposta
motora.
1. O nível da consciência é
analisado através de escalas a partir das quais é obtido um escore do paciente,
favorecendo assim a classificação do mesmo quanto ao seu prognóstico e em
relação ao uso de medidas intervencionistas. Algumas escalas tomam maior
destaque na prática médica, dentre elas: Escala de Coma de Glasgow; Escala de
Coma de Jouvet e Escala de Coma de Four. O uso mais simples e frequente se
refere à de Glasgow, sendo que a sua maior dificuldade é na diferenciação entre
a retirada inespecífica e o padrão flexor. A vantagem da de Jouvet em relação à
de Glasgow é que ela permite certa correlação anatômica (alteração da
perceptividade = disfunção cortical e alteração da reatividade = disfunção da
formação reticular ativadora ascendente ponto-mesencefálica). Sua grande
desvantagem, porém, é que tem mais difícil aplicabilidade, o que dificulta o
seu uso. Já em relação à de Four, ao contrário da de Glasgow, ela permite a
avaliação dos reflexos do tronco encefálico, fundamentais na localização do
coma.
2. Quanto às pupilas e ao fundo de olho: O exame de fundo
de olho pode mostrar a presença de hemorragias, edema de papila, retinopatia
hipertensiva e diabética, que podem auxiliar a chegada ao diagnóstico etiológico.
Porém, é absolutamente contra-indicada a dilatação da pupila e dos reflexos
pupilares, já estes que nos definem frequentemente o agravamento do estado de
coma.
3. A análise do ritmo respiratório,
por sua vez, trata-se de um parâmetro com valor relativo porque, frequentemente
o paciente em coma apresenta distúrbios pulmonares. Além disso, alterações do
equilíbrio hidroeletrolítico e ácido-básico podem alterar muito o ritmo
respiratório. Por isso o uso do ritmo
respiratório como parâmetro de localização de alterações neurológicas não é
muito adequado.
4. Os movimentos oculares dependem
da ação da musculatura extrínseca ocular, inervada pelos nervos cranianos
oculomotor (III), troclear (IV) e abducente (VI). Esses movimentos são
conjugados, devido a centros de integração situados no tronco encefálico, sobre
os quais se projetam fibras de projeção de várias áreas do sistema nervoso.
Assim, a análise da movimentação ocular extrínseca (MOE) pode nos indicar
níveis de disfunção em vários pontos do mesmo.
5. O padrão da resposta motora nos
permite sugerir, em determinados casos, a existência de patologias estruturais
porque a via motora, a qual se estende do giro pré-central até a porção baixa
do tronco (bulbo), onde decussa para o lado oposto a fim de atingir a medula
cervical, é frequentemente afetada em lesões estruturais do sistema nervoso
central.
Referências:
http://www.saude.ba.gov.br/direg/images/arquivos/protocolo.neurologia.pdf
NITRINI R & BACHESCHI A. A Neurologia que todo Médico Deve Saber. São Paulo, Atheneu, 2004
NITRINI R & BACHESCHI A. A Neurologia que todo Médico Deve Saber. São Paulo, Atheneu, 2004
![]() |
| Por: Ana Quézia Peixinho Maia Acadêmica do quarto período de Medicina Membro da LIPANI |
quarta-feira, 12 de março de 2014
quarta-feira, 26 de fevereiro de 2014
I Prova de admissão LIPANI
A prova de admissão LIPANI contou com a presença de 20 candidatos.
A prova foi constituída de 20 questões objetivas.
domingo, 2 de fevereiro de 2014
Cérebro vivo, prêmio "Wellcome Image Awards"
O cérebro humano vivo, durante uma cirurgia de um paciente com epilepsia, no Instituto de Neurologia na Universidade de Londres (UCL). Em vermelho vemos as artérias, com o sangue altamente oxigenado, e em roxo as veias. Não sentimos dor no cérebro, pois não há nociceptores (receptores de dor) ali, por isso a dor de cabeça acontece na meninge (membrana que cobre o cérebro e medula espinhal) ou nos músculos da cabeça/pescoço; por isso é possível efetuar cirurgias no cérebro, sem causar dor ao paciente, pois é uma área apenas de estímulo.
Esta imagem ganhou o prêmio "Wellcome Image Awards".
Esta imagem ganhou o prêmio "Wellcome Image Awards".
OCLUSÕES DE VASOS ESPECÍFICOS (Artéria Cerebral Média I)
- ANATOMIA
A artéria cerebral média dá
origem às artérias lenticuloestriadas medial e lateral, que suprem a cápsula
extrema, o claustro, o putâmen, a maior parte do globo pálido, parte da cabeça
e todo o corpo do caudado e também as partes superiores dos braços anterior e
posterior da cápsula interna. A divisão superior geralmente dá origem aos ramos
orbitofrontal lateral, frontal ascendente, pré-central (pré-rolândico), central
(rolândico) e parietal anterior, enquanto a divisão inferior compreende
habitualmente os ramos polar temporal, temporoocipital e temporal anterior,
médio e posterior. Os ramos parietal posterior e angular são mais variáveis em relação
à sua origem da artéria cerebral média.
- OCLUSÃO
Um enfarto da artéria cerebral média causa fraqueza
contralateral, anestesia, hemianopsia homônima e, dependendo do hemisfério
envolvido, distúrbio da linguagem ou alteração da percepção espacial. Se o
tronco principal da artéria for obstruído, o infarto afeta a convexidade e
estruturas cerebrais profundas, incluindo não apenas os córtex motores e
sensitivos sobre a convexidade cerebral como também a alça principal da cápsula
interna; a face, o braço e a perna são igualmente afetados por fraqueza e
anestesia. Se o infarto poupar o diencéfalo após oclusão da divisão superior, a
fraqueza e a anestesia são maiores na face e no braço que na perna. Quando o
infarto se limita à região do ramo rolândico, essa fraqueza e anestesia podem
ser os únicos sinais. Um pequeno infarto ou lacuna na capsula interna (por oclusão
de um ramo lentículoestriado penetrante da artéria cerebral média proximal)
pode causar uma síndrome de hemiparesia pura afetando a face, o braço e a
perna, porém sem nenhum outro sintoma.
OBS: A angioressonância, método não invasivo, demonstra fluxo vascular arterial ou venoso (conforme os parâmetros utilizados), sem cateterização ou injeção de contraste. Ao contrário da angiografia digital, em que o contraste é injetado em um grande vaso (carótida interna, externa ou uma das Aa. vertebrais) e demonstra o território respectivo, na angiorressonância todos os vasos de alto fluxo são demonstrados simultaneamente (artérias na angiorressonância arterial, ou veias na angiorressonância venosa), dando boa idéia das interrelações anatômicas.
As imagens abaixo foram obtidas de cinco pessoas adultas, de ambos sexos, com angioressonância arterial normal, e são aqui usadas para estudar a anatomia das artérias cerebrais. As imagens estão apresentadas segundo o plano de incidência - axial, coronal ou sagital.
FONTE:
http://info-radiologie.ch/pt/ressonancia-circulo-willis.php
http://www.sistemanervoso.com/pagina.php?secao=1&materia_id=417&materiaver=1
Tratado de Neurologia, MERRIT.
sábado, 1 de fevereiro de 2014
I Simpósio de NEUROINTENSIVISMO da LIPANI!
As inscrições para participar do I Simpósio de Neurointensivismo da LIPANI estão abertas.
Clique no link EFETUAR INSCRIÇÃO e faça já a sua.
Período de inscrição: Início 06/01/2014, Término 07/02/2014
Investimento: R$ 30,00 (até dia 07/02)
Dúvidas: lipanipb@gmail.com
Clique no link EFETUAR INSCRIÇÃO e faça já a sua.
Período de inscrição: Início 06/01/2014, Término 07/02/2014
Investimento: R$ 30,00 (até dia 07/02)
Dúvidas: lipanipb@gmail.com
Assinar:
Postagens (Atom)



























